Não tem como discutir que a Turma da Mônica fez parte da galerinha da minha geração, desde as histórias normais até os famosissimos [na época] Almanacões de Férias, que eu sempre esperava que meu pai comprasse mas ele nunca atendia as minhas expectativas.
Sempre discutiamos como seria a adolescencia da Turma, quem comeria quem, se seria aquela coisa louca tipo Aos Treze ou tipo Malhação

O que não esperavamos é que ela virasse um mangá.

Monica Safadenha

Monica Safadenha

Mauricio de Souza já havia demonstrado interesse em fazer hqs para um público menos infantil, começando com um experiência com a Tina e talecoisa.

Quando ele disse que iria fazer uma nova revista contando as aventuras da Turma crescida, esperava algo tipo, seilá Dawson’s Crew. Mas não seria mangá. Ok, tem muitos mangás bons para caralho e pra mim Mauricio é o Osamu Tezuka do Brasil.
Então tava tranquilo, foi quando eu li Isto.

M.E.D.O.

O texto é ruim de doer no pancreas.

Mas quando estava passando na banca de jornal e vi a capa, não pude me segurar. Comprei e li.

O que eu achei? Bacaninha.

Dá para se divertir durante alguns minutos, mas nada que seja memorável. 50% da revista fala sobre como a turma cresceu e como eles são jovenzinhos supimpas. Tudo isto ignorando completamente a introdução que haviam escrito e publicado anteriormente.

A linguagem mangá que é tão alardeada na capa e no site, não aparece muito, sendo mais representada pelos simbolos gráficos dos mangás, tipo gotinha, mão nas costas e Paz e amor. Que, mêo, são mal utilizados bá caraeo.

A história, resumidamente, é:

Franjinha, trabalha em um museu de arte quando recebe um artefato mágico que deve ser protegido, Capitão Feio [agora chamado Poeira Negra] rouba o item e invoca uma Rainha das Trevas que prende os pais da turma, reeencarnação de samurais japoneses, em uma katana. Agora a turma tem que passar por quatro mundos mágicos juntos com seus avatares [ que me lembram aqueles monstros de Chihiro].

Voce leu e pensou o que? Clichê? Boring? Sim, sim pequena criança da noite, tudo isto rola junto com os cliches japas e a completa descaracterização dos personagens.

Mas mesmo assim é uma HQ bacaninha, o que percebe-se é a falta de prática dos roteiristas em trabalhar com um publico menos inocente que o da Turminha normal.

Vamos ver como vai ficar a próxima.

Pontos Positivos

  • Desenhos agradáveis
  • O Cebola nos peitos da Monica
  • O Cascão batendo punheta no banheiro
  • Risadinhas de canto de boca
  • Anjinho virando o Céuboy [Manjou? Hellboy, Céuboy?Ahn?Ahn?]
  • Os personagens zoando com o roteiro

Pontos Negativos

  • Esqueceram de desenhar os ambientes
  • Roteiro Fraco
  • Todo mundo falando que é crescidinho
  • Faltou tudo que a capa promete.

Final: 2 Estrelas

Boa leitura para um metrô ou privadinha de leve

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