Zachary The First do Blog RPG BLOG II esta fazendo uma série de entrevistas com figuras chave do Pathfinder RPG, da Paizo. Perguntei para ele se poderia fazer uma tradução da entrevista e ele autorizou. A entrevista abaixo é com o Editor Chefe do Pathfinder, James Jacob, e nesta entrevista ele vai falar um pouco sobre o desenvolvimento e design do Pathfinder, um pouco como funciona a vida de escritório na Paizo, as companhias rivais, a questão da retrocompatibilidade e outros assuntos.

Aproveitem!

Primeiramente, qual a sua história com o D&D?

Eu comecei a jogar D&D quando estava na 5ª série, eu acho que foi em 1981, usando a velha versão do “Livro Azul” das regras. Meu professor da 5ª série que era meu Mestre, ele separou minha classe em 5 grupos de 5, então tínhamos todos nós que fazer personagens e cada grupo jogar em uma dungeon que cada grupo inventou durante os intervalos para o almoço. Nós tínhamos que fazer um encontro aleatório por sessão e o acordo foi que nosso grupo não poderia ir para a próxima até alguém escrever uma pequena história. E como que todos os 5 grupos estavam se aventurando na mesma dungeon, e nós estávamos todos procurando pela mesma espada [a Espada do Poder], era como se fosse uma corrida entre os grupos, então era uma boa coisa ter sua aventura escrita o mais cedo possível. O meu grupo foi sortudo, bem eu acho – eu amava escrever e sempre escrevia as aventuras rápido. De qualquer modo, eu tenho jogado desde este dia

 – Então, o que você fez para acabar na Paizo?

 Quando Dungeon [A Revista] surgiu, eu imediatamente comecei a enviar propostas de aventuras. Eu tive a minha primeira aventura publicada na Dungeon #12 quando eu tinha 14 anos – ser pago por escrever alguma coisa pesou muito para eu definir minha carreira naquele momento. Depois eu terminei a faculdade com graduação em Inglês na UC Davis, me mudei para Seattle em 1995 com uma vaga idéia de ter um trabalho na Wizards of The Coast. Poucos anos depois de eu ter me mudado para cá, a WotC comprou a TSR. Mais ou menos um ano depois, eu estava trabalhando como um temporário na WotC ajudando a fazer todo tipo de trabalho. Eu trabalhava no departamento de vendas no fim do meu contrato quando Pokemon estourou e a Wotc me contratou [junto com milhares de outros] por tempo integral, uma vez que estava ficando aparente que Pokemon esatva se tornando uma coisa grande, que requeria um grande número de empregados Uma vez eu estava trabalhando na WotC, eu acabei tendo uma espécie de introdução aos jogos e discussões na intranet da empresa e a tudo isto. Eu já estava jogando na campanha de fim-de-semana do Jim Butler** e quando o paytes da 3ª edição começou eu ficava a parte de tudo desde o começo. Periodicamente, abria uma vaga em R&D e eu ia concorrer a vaga, mas eu nunca fiquei com o trabalho. Eu fui muito bem indo até a última rodada de entrevista, foi dificil!. Entre estes trabalhos citados, eu continuei escrevendo artigos para a Dragon e para a Dungeon, e a combinação de datas limites matadoras, sendo hábil para escrever, e atualmente eu sendo um empregado que os editores da revista poderiam conversar, culminaram em me ser oferecido meu primeiro trabalho com um livro peo Mike Selinker ** – Eu acabei escrevendo cerca de 50.000 palavras do que acabou vindo ser o livro oficial do World of Warcraft D&D. Mas depois alguns número desapontadores vindos dos jogos de RPG de Diablo e Starcraft, a WotC decidiu evitar licenciar outra linha de jogos e o livro D&D Warcraft acabou sendo cancelado. Isto foi um pouco estranho, escrever isto tudo para um livro apenas para ele ser cancelado enquanto estava na edição, mas o pessoaL da R&D me disseram que isto acontecia com todo mundo e era sorte eu ter meu primeiro livro cancelado fora do caminho tão cedo De qualquer forma, embora este livro estivesse cancelado [mais tarde ele acabou sendo publicado pelo selo Sword and Sorcery da White Wolf], os rapazez da R&D aparentemente lembraram do meu trabalho e estavam impressionados o suficiente para que começasse a receber outrar ofertas de trabalho. Raças de Faerun, Fiend Folio, Frost Burn, e assim por diante. Todos estes livros feitos para serem impressos, o que foi legal. Mas mesmo assim, e embora eu continuasse pedindo por trabalhos no departamento de revistas e no R&D, continuava faltando alguma coisa para uma ou duas pessoas. Frequentemente, isto era uma amigo próximo meu que era escolhido para o trabalho ao ivés de mim, o qeu era estranhamente frustante [Eu estva desapontado por não ter ficado com o trabalho mas feliz pelo meu amigo ter ficado]. No tempo que as revistas [N.T. Dragon e Dungeon] estavam indo embora e a Paizo foi fundada para continuar com elas, eu fui demitido pela WotC e então re-contratado com um contrado de 3 meses para fazer o mesmo trabalho de antes [mas agora sem os benefícios!!], o ponto é, eu estava começando a ficar bastante frustrado. Eu solicitei outra posição em R&D mas o trabalho foi para outra pessoa [de novo um amigo, Jesse Decker]. Mas desta vez, teve uma vaga deixada – um dia depois do Jessen aceitar o trabalho, o então editor Johnny Wilson da Paizo me chamou e ofereceu o trabalho como um editor da Dungeon. Eu aceitei o trabalho na hora, e duas semans depois eu estava trabalhando na minha revista favorita, primeiro como editor associado e eventualmente como Editor Chefe. A revista voltou para WotC poucos anos atrás, mas eu fiquei para ajudar a encabeçar o Pathfinder, e aqui nós estamos!

– Para um leigo, você pode brevemente dar uma visão geral dos principais objetivos de design do Pathfinder?

Quando a Wizards of The Coast mudou para a 4ª Edição, a edição anterior do jogo ficou fora de catalogo. O Livro de Regras continuaria disponivel lojas, mas não para sempre, ele poderiam eventualmente ser vendidos e acabarem.O ponto é, embora as regras continuassem totalmente viáveis [ e concordo, disponíveis para leitura online gratuitamente via a SRD] você não pode manter uma linha de RPGs sem ter um livro de regras impresso. E nos não podíamos apenas reimprimir a SRD por causa de duas peças vitais deste quebra-cabeça [ como gerar as habilidades para o seu personagem e como subir o livro dele] que não era de conteúdo aberto. Então ao invés disto, nós decidimos chamar este problema para nós fazendo uma evolução das regras da OGL, algum coisa construída da essência das mecânicas da SRD, porém diferente. Para isto, nós não poderíamos apenas manter um livros de regras disponível, mas poderíamos também tratar de muitas parte das regras 3.5 que precisavam ser consertadas, reforçadas, ficar mais claras, ou também expandidas. Ao faze-lo, nós também esperávamos manter as regras compatíveis com as edições anteriores do jogo – você pode usar todos os produtos da 3ª edição que você já tenha com o mínimo de problemas com o Pathfinder RPG.

– Quais são as diferenças que alguém poderia notar entre o Pathfinder e a D&D 3,5?

Eu acho que a maior delas é que temos mais opções. Nós realmente tentamos limitar as mudanças para apenas o que fosse “aditivo” ao invés de irmos longe com elas. Então agora, se você jogar com um feiticeiro ou ranger ou bardo ou guerreiro, existem muitas escolhas para pegar. O personagens são sim levemente mais poderoso – especialmente em níveis mais baixos, onde nos aumentamos o poder um pouco para manter evitar que eles sejam acidentalmente mortos por um dano não esperado, dar aos personagens um pouco mais de sobrevivência. Isto também tem um efeito feliz fazendo com que raças com um Nível de Ajuste +1 como Tieflings e Orcs mais fáceis de serem introduzidas em um jogo, desde que as raças básicas tiveram seus poderes um pouco aumentados elas não estão mais fracas se comparado com estas raças. Conforme você for chegando em níveis mais altos, os níveis de poder estaram mais semelhantes do que a maioria do que é usado na 3.5 Outra grande mudança é consolidação das manobras de combate, Na 3.5 todos estes diferentes truques [ Agarrar, Rasteira, Carga etc,,,] tinha diferentes regras e mecânicas. Jason Bulmahn, o designer chefe do Pathfinder RPG, voltou com os “Bônus de Manobra de Combate” [“Combat Maneuver Bonus] ou BMC [CMB], todas estes stunts funcionam da mesma forma, e de repente tudo o que você precisa é conhecer UMA única regra para agarrar, dar uma rasteira, quebrar alguma arma, correr para cima, desarmar alguém, ou fazer qualquer outra coisa louca em um combate. Existem muitas mudanças menores também, como um metodo mais elegante para os clérigos expulsar ou comandar mortos-vivos que não faz eles fugirem [ e ainda faz ficar mais difícil derruba-los ou derrota-los], opções adicionais para classes, uma porção de pequenos ajustes e balanceamento para as magias, consolidação de algumas perícias [Procurar e Ouvir são agora “Percepção” e Mover Silenciosamente e Esconder-se agora são Furtividade, o que faz os pontos de perícias valerem mais], um monte de novos talentos e por aí vai. Mas o jogo deve continuar MUITO familiar para alguém que jogou a versão 3.5. Jason fez um GRANDE trabalho mantendo o espírito do jogo intacto enquanto fazia-o mais fácil e mais interessante para se jogar. – Em que lugar você sentiu que a edição 3.5 havia decepcionado ou precisava de um redesign? Acho que em nenhum em especial… entretanto extistiam certamente pontos onde eu sentia que as regras faziam a 3.5 tão pesada que ela precisava de um ajuste. Ao invés de reescrever as regras, eu acho que ela basicamente precisava entrar em uma dieta – existiam opções demais e muitos poderes deformados, e coisas que estavam apenas fora de mão. Isto é um resultado natural da constante produção de novos livros de regras, eu acho – ao invés disto, você deve cobrir tudo que realmente precisa ser dito e no fim manter a produção de livros, você tem que crescer cada vez mais excêntrico e obscuro com novas ofertas. Eu suponho que o ponto é que os novos livros de regras finalmente tinham começado a ser “muito” para o meu gosto, assim como O “Magic of Incarnum”. ´E uma idéia interessante, mas não é muito “D&D” para mim – Quais revisões ou novas regras no Pathfinder você esta mais excitado ou orgulhoso delas? O bardo, honestamente. O Bardo tem sido minha classe favorita no 3.5 faz tempo [substituindo o clérigo e o druida da 3.0] As novas coisas que os bardos podem fazer no PF RPG são muito mais na mesma linha com algumas coisas que eu dava para os bardos nos meus jogos, e isto funciona muito bem. Esta foi a única classe que eu realmente ajudei a Jason desenvolver… e isto mais por que ele sabia que eu choraria por semanas se ele não me deixasse ajuda-lo com o bardo.

 – O quanto você diria que adquiriu com o Open Beta nos termos das mudanças que são provaveis que sejam tomadas até o produto final? Quanta discussão fizeram as mesas testes pelo escritório?

 Isto é impossível de se dizer. Foram feitos cerca de 50,000 downloads da versão Beta das regras, e as mesas teste tiveram mais de 110.000 postagens diferentes. Os playtests agora acabaram, mas o feedback que nos tivemos foi INCRIVEL. Muito dele esta nos ajudando a refinar o Beta até as regras finais, e aquelas mesas tem gerado uma impressionante quantidade de buzz pelos escritórios nos últimos meses. Tem sido tempos bastante agitados na Paizo ultimamente.

 – Pathfinder incluirá todas as raças e classes do Livro do Jogador 3.5, embora de formas revistas. Existirão outras classes 3.5 [OGL ou não] que vocês gostariam de eventualmente ter o Pathfinder tratamento?

Bem…as raças que estão na SRD são as únicas que nós podemos realmente dar o “tratamento”. Eu gostaria de ver o samurai e o ninja, assim como alguma espécie de swashbuckler e bruxa. Nós haviamos usado as classes taumaturge e o Unholy warrior da Green Ronin a pouco tempo no Pathfinder, então seria legal fazer alguma coisa com elas desde que sejam ambas de conteúdo aberto. Um Anti-Paladino de 20 niveis bem desenvolvido também seria legal.

– Nós devemos ver um escudo do Mestre de Pathfinder neste ano, certo? Alguma pista se teremos outros suplementos para o Pathfinder ,você pode nos dar uma palhinha do que vem por aí?

Eu espero que sim!! Um escudo do mestre seria bem legal. Nós não temos anunciado nenhuma ainda, mas espero que nós estejamos aptos de fazer alguma coisa deste tipo até o final do ano. Nós FIZEMOS um monte de anúncios de mais produtos para o fim deste ano no paizo.com, incluindo o livro de 64 paginas “ Cities of Golarion”, o “Clássico Horrors Revisited”, e um livro regional para os River Kingdoms. Estes deverão ficar bem divertidos!!

 – Qual é o elogio mais legal que você tem recebido em relação ao Pathfinder Beta?

Nós temos recebido um monte de eleogios dos consumidores e fãs que, como nós da Paizo, não pensam que 3.5 esta morta. Então não tem um elogio, mas o fato é que existem MUITOS outros jogadores por aí que esta interessados no que nós estamos fazendo, o que é muito legal. Quando nós fizemos o primeiro open Beta, eu esperava ver 3000 a 4000 downloads. Como eu disse acima, nós tivemos 10 vezes essa quantia em downloads, o que é muito impressionante

 – Por outro lado, vocês receberam alguma boa critica, que se destacasse?

Nenhuma que eu me lembro! Eu tento me concentrar no lado positivo das coisas, mas lá certamente teve um monte de coisas negativas ditas sobre o jogo. Nenhuma que se destacasse entretanto…de novo. Eu tento não permitir que elas me atrapalhem

 – Qual é o clima em um escritório como o da Paizo?

É uma estranha mistura de relax com super-estressante. Lançar todos estes produtos mensalmente é esgotante, e o Pathfinder RPG é a causa de várias espécies de ataques de pânico. Não é normal para mim trabalhar 70 horas por semana. O que eu quero dizer, o fato que nós podemos definir nosso horário é muito legal – Eu geralmente trabalho das 11 às 20. O “foco” editorial é muito bem decorado com vários pôsteres estranhos, brinquedos, armas de brinquedo, um negócio de Ithaqua pendurado no teto, uma galinha de borracha balançando da curtina da janela, brinquedos do Godzilla, transformers, o escritório é recheado de dados, montagens bobas no Photoshop, brinquedos do Final fantasy, coisas do Lovercraft….isto NÃO É definitivamente como trabalhar em um escritório estereotipado

– Quais são alguns desafios especificos em se desenvolver um RPG retrocompativel com um sistema existente?

O maior desafio é evitar o over-desenvolvimento. As vezes é muito tentador ser levado e tentar fazer alguma coisa como, seilá, regras de objetos caindo mais complexas e realistas. As regras da 3ª edição são muito gracisoas e fortes como são, embora, em uma porção de casos , nos mudamos coisas e percebemos que o método original era melhor. O Beta é muito menos retrocompativel do que o jogo final será. Atualmente, eu prefiro apenas dizer “Compatível com a 3.5” Eu não gosto das implicações de uma versão das regras ser retrocompativel com a outra, a vasta maioria dos produtos que serão produzidos não serão produtos de regras, eles serão construídos usando o PF RPG, mas eles serão compatíveis com a 3.5. Isto soa legal sem dizer retrocompativel. Poderia ser só isto

 – Você pode nos dar um pequeno background da Pathfinder Society e dos Jogos Organizados? Como tem sido o crescimento deles, e o que os jogadores devem esperar?

Esta indo muito bem. Nós estamos no finalzinho da primeira sessão, que nós estamos chamando de “Season Zero” [Sessão Zero]. Isto é uma espécie de playtest para um sistema de jogo organizado, então nós podemos trabalhar todos os problemas e deixar as coisas rolarem. A Seção Um começa na Gen Com 2009, e irá passar para o Pathfinder RPG neste momento. Isto é muito excitante, especialmente para o novos autores procurando explodir na industria. – escrevendo um cenário para o Pathfinder Society é provavelmente o melhor caminho para um autor que nunca foi publicado para atrair nossa atenção.

 – O quão fácil vai ser para os publicadores da 3ª edição para dar suporte para o Pathfinder? Entre a OGL e a GSL, onde estaria a licença especifica do Pathfinder para as editoras parceiras em termos de complexidade e abertura?

Será fácil para as editoras parceiras da 3ª edição dar suporte ao Pathfinder. Nós teremos um logotipo para usar e uma licença relativamente simples, provavelmente mais aberta que a Licença D20 foi, para aqueles que queiram construir coisas usando o PF RPG. O livro inteiro será conteúdo aberto, de qualquer forma, com a única exceção o nome dos 20 deuses. Entre a OGL e a GSL a abertura será MUITO próxima da OGL. Nós queremos que as pessoas continuem o movimento Open Game, e depois de tudo, isto tem sido basicamente o que manteve a Paizo como uma companhia de sucesso depois que a WotC pegou de volta as revistas [N.T. Dragon e Dungeon]

– Existe qualquer sentimento de competição [amigavel ou não] entre vocês e as outras companhias?

Nós temos um relacionamento bem amigavel com companhias como a Necromancer, Green Ronin, Open Design e a Malhavoc; nós estamos todos fazendo essencialmente a mesma coisa, e apoiar uns aos outros é muito sobre o que o movimento Open Game é. Não há muita concorrência, eu creio.

 Eu não posso dizer o mesmo sobre a WotC. Enquanto eu tenho vários amigos que trabalham na WotC, e eu continuo andando com todos eles atualmente… tem sido bastante incomodo ter aquele “papo de loja” com eles. Certamente, eu sinto alguma competição vinda da WotC atualmente… especialmente quanto ao que nos levou a falar sobre a 4ª edição [ a maioria dos nossos freelancers regulares foram playtests, mas não podiam nos contar nada sobre isto, e em um ponto que nós estávamos considerando ter problemas com eles escreverem o material para a 4ª edição sem ser visto por nós e para ser publicado por nós… o caminho estava cheio de loucura!!], e certamente em como minha próprias oportunidades como freelancer com a WotC mais ou menos instantaneamente secaram, a interrupção era iminitente. Não que eu esteja tendo muito tempo ultimamente para fazer freelancers, claro… Mas a competição é boa, é o que eu digo! Ela ajudar a manter a companhia com os pés no chão e lutando para fazer o seu melhor, isto é um sentimento que nenhuma outra companhia pode tirar de você, não é?

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