Continuando a série de entrevistas feitas pelo Zachary The First do RPGblog II com a equipe envolvida na criação do Pathfinder RPG.  Desta vez a entrevista é com Jason Bulmahn, o Lead Designer do Pathfinder RPG.

Como você acabou na Paizo?

Eu comecei como um arquiteto, trabalhando como voluntário para a RPGA no começo de um Living Campaing de Greyhawk. Depois de alguns anos e me tornei um dos coordenadores de campanha. Em 2004 eu fui contratado para um trabalho com a Wizards, mas veio em segundo plano. Na mesma época, Matt Sernett saiu da Paizo para trabalhar na Wizards, deixando uma vaga. Eu era um bom amigo do Erik Mona nesta época, desde que ele havia me contratado para trabalhar na campanha Living Greywalk. Ele havia se mudado para a Paizo e estava procurando alguém para preencher esta vaga. Como eu estava disponível e muito ansioso para entrar na industria com um trabalho de tempo integral, eu era a escolha natural. Eu comecei a trabalhar na Paizo 3 semanas depois

– Qual era o clima nos escritórios da Paizo depois da Wizards of. The Coast tirar as licenças das revistas Dungeon e Dragon?

Como você espera, foram tempos difíceis para nós. O futuro repentinamente se tornou muito incerto. Todos nós sabíamos que tínhamos um trabalho na Paizo, nós só não sabíamos o que iríamos fazer. Haviam muitas reuniões para discutir o futuro da Paizo, e naturalmente nós fomos com o sistema que conhecíamos, e surgiu a idéia do Pathfinder Adventure Path

– Como surgiu a idéia de fazer o Pathfinder RPG?

Nós estávamos conversando sobre a vindoura 4ª edição na GenCon 2007. Nesta época, nós estávamos bem entusiasmados e procurando olhar à frente explorando o novo sistema de regras. Neste lado, eu comecei a pensar sobre fazer um pequeno pdf, dando a aqueles que queria continuar com a 3.5 algumas regras de suporte. Meus primeiros documentos eram apenas alguns pacotes de regras simples que cobriam alguns problemas com o sistema 3.5. Conforme o tempo foi passando, se tornou claro para nós que não iríamos ver as regras tão cedo. Com a agenda de publicações como ela estava, só pelo final de 2007, nós estávamos correndo fora do prazo.

Os autores do nosso primeiro Adventure Path usando o novo sistema precisariam começar a escrever em breve. Na época que nós tivemos uma grande reunião para discutir o futuro. Nós realmente não sabíamos o que seria da 4ª edição naquela época, então eu montei meu projeto como uma possível substituição. O Pathfinder RPG começou naquele dia, eu tenho estado trabalhando nele integralmente desde aquele dia.

– O que você identificaria como as filosofias principais do Design do Pathfinder como lead designer?

Quando ele veio para as minhas filosofias de Design de RPG, eu estou sempre tentando estabelecer um equilíbrio entre a facilidade de jogo e o realismo. Eu acredito que um jogo de fantasia compartilhada precisa trabalhar para ter certa base de idéias sobre o que o é o mundo e o que se espera dele. Dito isto, este é um jogo sobre o qual nós estamos falando o que significa, as regras precisarão ser guiadas para um jogo simples e divertido. Quando isto veio para o Pathfinder, eu tinha poucos objetivos adicionais. Ele tinha que ser compatível com o grupo de regras da edição 3,5. Para nós, não havia um ponto em renovar as regras se todo o nosso material antigo repentinamente se tornasse obsoleto. Ao mesmo tempo, eu queria ter certeza que nós adicionamos novas opções para se explorar. Lá havia uma montanha de classes de prestígios e talentos para a 3.5, então eu queria respirar alguma vida voltando para os mecanismos abrindo novas avenidas de exploração, como as bloodlines, os poderes de Fúria, e os talentos dos Ladinos. Finalmente, eu queria trazer as regras para um conjunto que estivesse em uma situação segura com os produtos correntes da versão 3,5. Com o passar dos anos o número do núcleo de raças tem caído seriamente, por trás desta curva ou exposição como tendo terríveis falhas. Eu realmente quero com certeza fazer é que nós corrijamos algumas destas falhas, tão bem quanto poderíamos, enquanto continuamos a manter a compatibilidade.

– O que é um dia “normal” em um escritório como o seu?

Bem, as coisas estão fluindo bem agora, mas quando eu estava rodando o playtest meu dia começava perto das 9:30 com duas ou três horas de passeio através das mensagens de playtest. Eu tentava ler todos os posts antes das 24 horas, fazendo notas onde fosse necessário sobre as coisas que deveriam ser abordadas e postando comentários onde fosse necessário para manter a discussão em movimento. As minhas tardes eram geralmente ocupadas com reuniões sobre o meu progresso, conversas com o resto do time sobre várias regras, e o tempo desprendido trabalhando nos documentos de regras.

Claro que, eu ficava ocasionalmente distraído por um trailer legal de um filme, discussões sobre Lost, ou uma não freqüente Guerra de armas de brinquedo

– Quais a são as inovações/mudanças no Pathfinder das quais você é mais orgulhoso?

Duas das regras que mais me incomodaram com o conjunto de regras 3,5 eram as regras para espantar Mortos-vivos e o complicado sistema para Agarrar/Carga/Rasteira etc.. Estas foram juntas as minhas primeiras mudanças quando as regras e eu continuo muito feliz com o resultado.

Tornar-se morto-vivo havia sido renomeada para Channel Energy e isto permite a você provocar dano em um morto-vivo ou curar criaturas vivas com ferimentos. Isto é muito mais simples para se resolver na mesa. Agarrar, Carga e todo o resto foram todas suplantadas por um sistema unificado para a resolução das manobras de combate. Fazer uma destas manobras agora requere apenas uma rolagem de um d20 e você não precisa checar as regras na maioria dos casos, uma vez que você seja familiar com elas. Eu tenho achado que estas duas mudanças sozinhas tendem a acelerar o combate um pouco

– Em sua opinião, quais classes mudaram mais significantemente da 3.5 para o Pathfinder?

Como no final as regras saíram juntas, tem havido um monte de mudanças. O Paladino e o Monge são bem diferentes das suas contrapartes da 3,5, mas não tanto que você não as reconheça. Estas classes sofriam pesadamente nos níveis mais altos por uma falta de opções e eu tenho trabalhado muito para corrigir isto. A maioria das outras classes são bem similares, mas com algumas habilidades adicionais. Bárbaros tem um conjunto de divertidos poderes de fúria, ladinos podem selecionar uma grande variedade de talentos de ladino, feiticeiros agora pertencem a uma das diferentes linhagens, e os magos tem escolas arcanas que funcionam como domínios. Todas estas mudanças deram-nos muito espaço para explorar novas idéias de regras para o futuro, o que é uma grande adição.

– Pathfinder será lançado na Gen Con Indy em Agosto Como você e o resto do time planejam manter o entusiasmos dos fãs dentro deste período?

A primeira olhada no sistema é em Junho, como Free RPG Day, com o Pathfinder Bonus Bestiary, que mostra alguns monstros que tem sido convertidos para as novas regras. Ele será seguido pelo meu Pathfinder Module “Crypt of The Everflame” que eu desenvolvi como uma introdução para as novas regras do jogo. Dentro deste período, nós iremos dar uma série de amostras das novas regras através do blog da Paizo. Este blog se focará nas mudanças para as regras 3.5 assim como as mudanças entre o Beta e a versão final.

– Quanto de dicas para o mestre sera incluido no Pathfinder? Vocês planejam ter uma seção apenas para o Mestre?

A segunda metade do livro é majoritariamente para os Mestres. Há um capitulo para o Mestre que contem uma boa quantidade de dicas e informações sobre como rolar uma boa sessão. Nós temos alguns planos no futuro de expandir estar informações, mas o livro de regras certamente dará para você o básico.

– O Ajuste de Nível e os Níveis de Desafio foram um dos aspectos mais frustrantes da 3.5 de D&D para um grande número de jogadores. Há planos para simplificar para uma usabilidade mais fácil no Pathfinder?

Os Ajuste de Nível funcionam diferentemente, como você encontrará no Bestiary, mas estas regras estão sendo desenvolvidas, então eu não quero dar informações sobre isto ainda. O sistema de Nível de Desafio do Pathfinder é um pouco mais simples de ser usado. Ao invés de fazer cálculos complexos para ter um encontro com o ND correto, agora você pode se ocupar apenas com o lado do XP da equação, usando o valor de XP do monstro para trabalhar o quão apropriado ele é como um desafio para aquele encontro. Isto é simples de usar e permite muito mais variedade. No fim do jogo, você apenas adiciona ao XP total de todos os monstros, armadilhas, e a premiação pela estória e divide pelo número total de jogadores. Sem tabelas, e cálculos baseados no nível individual dos personagens.

– Se você pudesse ver qualquer outro cenário [menos Golarion] convertido para o Pathfinder, qual seria?

Eu sou, e sempre serei um grande fã de Greyhawk. Entretanto isto pode nunca acontecer, eu amaria ver alguns produtos Greyhawk Pathfinder RPG. Eu penso que as regras que nós desenvolvemos se encaixariam muito bem neste mundo. Eu penso que os clérigos de Luz finalmente estariam felizes com a sua seleção de domínios.

– Golarion é o cenário padrão para o Pathfinder. Como foi o desenvolvimento de Golarion, e quais eram os objetivos de design para ele?

Golarion tem sido um grande esforço de grupo feito por todo mundo que trabalha na Paizo. Ele começou como um número de reuniões aonde nós íamos com idéias para os tipos de países que nós queríamos ver no mundo. Um pouco depois, o Pathfinder Adventure Path team começou trabalhando em Varisia, tornando o um vibrante e excitante lugar para jogar. Neste ponto, o mundo além era representado por pouco mais que alguns mapas rabiscados e uma série de notas sobre cada reino. O Pathfinder Modules [chamado de Gamemastery Modules naquele tempo] começou trabalhando pelo mundo, explorando alguns destes novo reinos, mas em uma perspectiva bem limitada. O mundo não estava solido o bastante até Erik Mona e eu começarmos a trabalhar no Pathfinder Gazetter. Nós realmente queríamos um mundo que acomodasse todo o tipo de jogo de fantasia. Se você procura um cenário de jogo ambientado em um reino congelado comandado por uma rainha perversa, olhe para Irrisen, se você procura lutar por liberdade contra as forças do mal, olhe para Latwall, se você procura uma aventura no deserto com pirâmides, dê uma olhada em Osirion. Nos procurávamos fazer que o nosso mundo fosse grande o bastante para se jogar, e fosse adequado para acomodar os mais diferentes estilos de jogo e tipos de aventura. O Gazetter era nossa primeira jogada neste caminho. O produto mostra os dois continentes principais do nosso mundo, Avistan e Garund, e gasta várias páginas explorando cada um deles em profundidade. Erik e eu dividimos as nações em duas para trabalharmos neste livro, mas nós tínhamos reuniões freqüentes para não confundir os detalhes e fazer-los conectar os vários reinos. No fim, quase todo mundo colocou a mão nele como se cada um de nós adotássemos um reino para olhar.

– Qual foi seu suplemento d20 ou OGL favorito, e por quê? O que o fez ser um bom produto?

Eu realmente gostei do Vault of Lari Karr, da Necromancer Games. Esta aventura é realmente solida no “sandbox Style” um jogo onde você poderia vagar por este imenso vale e trabalhar para fazê-lo um lugar melhor. Fora as aventuras, eu fui inspirado pelo Monte’s Book Of Experimental Might. Aquelas regras como um monte de outros trabalhos de Monte, me mostrou o que você poderia fazer com as regras, enquanto continuaria mantendo o mesmo clima e andamento do sistema.

– Para aqueles que acabaram de entrar no mundo do RPG ou que nunca tiveram contato com a 3.5e ou a 4E do D&D, qual seria o empurrão necessário para eles tentar o Pathfinder?

Eu os aconselharia a dar uma olhada nas nossas regras e ver onde a imaginação os leva. Pathfinder é o jogo que permite você jogar o jogo que você quer jogar.

– Fora as mensagens da Paizo, há qualquer outro fórum ou site que você visite regularmente para entretenimento ou para captar o que os jogadores estão dizendo?

Eu tendo a checar um número de blog de jogadores [como este] tanto quanto as mensagens, como o ENworld ou o Gaming Report. Eu também recebo uma quantidade justa de feedback através do meu blog pessoal e de listas de email

– Fale sobre o Bestiário por um momento, se você puder. O que os possíveis compradores podem esperar deste livro? Há algum monstro ou monstros que você esta mais excitado sobre os recursos?

O Bestiário pega um monte de monstros da edição 3,5, adicionando um traço dos monstros de Conteúdo Aberto, e todos atualizados para as regras do Pathfinder. Nós temos usado a mesma filosofia aqui que nós temos usados no livro básico, fazer as coisas mais fáceis de usar e soprar um pouco de vida de volta em alguns conceitos ultrapassados. Então enquanto alguns monstros da 3.5 foram cortados [perdão Tojinida], outros clássicos encontraram um lar no nosso Bestiário [Olá Ciclopes]. Este livro terá mais que 300 paginas de monstros, totalmente atualizados e compatíveis com o novo sistema de regras. Pessoalmente, eu não posso esperar até o pessoal dar uma olhada em alguns destes clássicos. Eu tenho sido um grande fã dos esqueletos… isto é tudo que eu posso dizer.

_ Todos os dragões [cromáticos e metálicos] que nós precisamos estarão no Pathfinder Bestiary, certo?

Sim, sim eles estarão. Todos os gigantes também.

– EXTRA: Não sei se você sabe disto, você tem uma considerável base de fãs Hoosier [para os leigos, qualquer um de Indiana]. Você tem qualquer coisa simpático a dizer sobre nosso estado justo e seus cidadãos?

Engraçado, eu sou um Hoosier. Eu nasci no Ft. Wayne e a maioria dos meus parentes continua vivendo lá. Eu era acostumado há passar poucas semanas no verão com eles no lago. Aqueles eram bons tempos. Entretanto eu vivi lá por poucos anos, eu continuo olhando para a minha viagem de retorno todo mês de Agosto

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