Monstros entram no hall de oponentes mais clássicos para um RPG. Seja ele de fantasia medieval, horror, cyberpunk e etc. O bizarro e antinatural parece sempre ter um lugar garantido no RPG.

Porém uma coisa me irrita na tradição do RPG, monstros errantes, ou os famosos encontros aleatórios. Eles me incomodam demais. Pode ser uma falha minha como mestre, porém eu não sei utiliza-los. Principalmente se os monstros são inteligentes.

Como isto faz parte da cultura errepegistica os jogadores geralmente esperam este tipo de dinamica em uma sessão de jogo, então isto me levou a fazer algumas alternativas para os encontros aleatórios deixando-os, infelizmente para alguns e felizmente para mim, nada aleatórios.

A primeira e a que eu mais utilizo é substituir todos os encontros aleatórios por encontros pré-estabelecidos. Mestres com uma maior experiência sabem que a liberdade dos jogadores tem seu limite e geralmente montam um roteiro que é seguido conforme as interações de personagens, assim dentro deste pequeno roteiro eu insiro monstros como “desafios” da campanha. Eles não irão avançar muito o plot, apenas dar algumas pistas para que isto aconteça. Estes desafios pré-estabelecidos  se dividem em duas categorias os buchas e os chefes.

Os buchas são simples inimigos que os heróis matam as dúzias. Tem gente que gosta de orcs, eu tenho um prazer sádico em trucidar globinóides :D. Eles estão lá apenas para encher as linhas inimigas, para fazer emboscadas e dar pistas para que os jogadores possam avançar o plot da campanha

Já os bosses são criaturas que servem para desafiar a força dos personagens, ou avançar o plot, ou torna-lo mais profundo. Um exemplo é o antigo Super Contra para SNES [Código Konami alguém?]. No meio de cada tela sempre tinha um mini-boss [que chamavamos de desafio] que só existia para piorar a sua vida, já que se você o derrotasse continuava na mesma fase e geralmente com menos vidas.

Utilizo os monstros mais poderosos como mini-bosses para atravancar a vida dos jogadores, incluir dificuldade no jogo, ou geralmente, dar a eles um ferimento, ou um desafio que eles terão que aguentar e superar até chegar ao plot principal/chefe da masmorra/boss.

O segundo tipo de monstro que utilizo são os bosses. Derrotando-os acontecerá um avanço no plot, que pode ser uma revelação bombástica [mentira], o fim daquela aventura, ou o link para a próxima aventura [verdade]. Você pode pensar que nesta categoria só entram monstros inteligentes, mas não. Godzilla que o diga 😉

Além de não serem apenas monstros inteligentes, também não é apenas 1 Monstro que pode ser utilizado como boss. Várias vezes exércitos de buchas, ou um grupo de monstros mais poderosos podem ser utilizados como grandes chefes de aventuras.

Para utilizar grupos de monstros como boss, eu utilizo uma regra que eu roubei do Tio Nitro, utilizo um dos monstros com o poder máximo e um para cada personagem com metade dos PVs e ataques reduzidos. Se as coisas se tornarem fáceis demais é só duplicar os Pvs no meio da batalha.

O texto ficou imenso e talvez eu não tenha me explicado muito bem, mas resumindo a idéia é:

  • Abandone os encontros aleatórios
  • Dentro da sua aventura coloque mini-bosses que dão dicas sobre o plot quando derrotados
  • Monstros são legais demais para que não mereçam a devida atenção

 

 

 

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