A RPGNow provavelmente foi a responsável por iniciar de vez a era dos .pdfs no mercado de RPG americano e consequentemente a responsavel por revolucionar o modo de produção dos jogos de RPG. Ela, em conjunto com a Licença OGL, foram as maiores responsáveis pela explosão de micro editoras que tivemos nos anos 20xx.

Mas o motivo deste post não é para babar o ovo da RPGNow, pois a única Loja de .pdf da qual eu posso puxar o saco é a RedStore (KÁ-CHIN). E sim mostrar a interessante ferramenta que o site montou permmitindo que você gere uma lista de RPGs mais vendidos por ano!

E como todos vocês sabem, se tem uma coisa que errepegistas gostam é de listas.

Clicando neste link você poderá selecionar por ano as listas desenvolvidas pelo site, aqui vão algumas curiosidades que eu achei por lá:

  • Em 2001 TODOS os títulos do top 10 são ligados a OGL
  • Em 2002 o top 10 ainda é dominado por títulos OGL, mas a sensação foram os livros de Monte Cook e da EN Publishing ( do site EN World)
  • Em 2003, a lista  é dominada pelos títulos da Malhavoc Press, a editora do Monte Cook. Um destaque desta lista é o Diamond Throne, cenário criado pelo Monte para o Arcana Envolved
  • Em 2004 temos em primeiro e segundo lugar os dois produtos mais vendidos no RPGNow. O primeiro é um bundle com as SRDs 3,5 (o que é muito esperto) e um livro de 400 páginas (!) com armas de Ficção Cientifica para OGL.
  • Em 2005 a Green Ronin explode a lista com a série Advanced nas três primeiras colocações, Blue Rose ( um dos RPGs mais incopreendidos de todos os tempos) na 4ª , Freedom City na 7ª e True20 na 9ª. Um RPG que a galera não conhece mas eu gosto muito é o Truth and Justice que aparece na 10ª.
  • Em 2006 a Green Ronin mostra porque domina o mundo OGL com 5 títulos na lista, sendo 4 de M&M.
  • Em 2007 tem bastante coisas interessantes na lista. Temos o cenário megalomaníaco de Monte Cook, Ptolus na 7ª posição (BTW, você pode comprar uma versão impressa do livro por apenas 150$), uma das coisas mais bizarras já feitas, o Monte Cook World Of Darkness na 6ª posição, o clássico Witchcraft em 2º e outro livro com o sistema PDQ, o The Zorcerer of Zo em 9º
  • Pelo segundo ano consecutivo este produto é o mais vendido, além disto em 2008 temos mais Monte Cook.
  • Em 2009 temos de interessante em 1º A Song of Ice and Fire, e o FantasyCraft em 7º
  • Ano passado temos um foco indie na lista com Diaspora em 3º, ICONS em 8º e Legends of Anglerre em 9º. Isto mesmo 3 produtos com FATE e mais interessante são os três ÚNICOS RPGs na lista. O restante é dominado por props e ferramentas para o Mestre.
  • E até agora em 2011 temos a Green Ronin com o DC Adventures e o M&M 3ª edição, o Savage Worlds Deluxe e o The One Ring, estes dois últimos lançados a apenas 3 meses atrás!
A lista mostra uma perspectiva histórica do perfil RPGista americano, desde o BOOM do OGL até a onda mais atual com sistemas mais diversificados e ferramentas para o mestre. Sem dúvidas vale dar uma olhada pela curiosidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu tenho um sério problema. Prefiro muito mais os RPGs subterrâneos do que os mais jogados pela galera que pesa mais de 100 quilos. Isto causa uma séria distorção do meu campo de prioridades errepegisticas, por exemplo, faz com que eu cague para o fato do Monte Cook estar voltando para Wizards of The Coast (boto gerundismo mesmo. Só Deus pode me julgar) e ache foda o RPG Genesis ter uma porrada de RPGs escritos. Não que um exclua o outro, mas a questã é o nível de importância que eu dou para cada um. O que causa uma distorção no que eu posto atualmente por aqui, não tô mais no hype de postar qualquer notícia que apareça e comenta-la com sarcasmo, gracejo e com o nível mediano de mongolice típicos dos meus textos. Só coisa que eu acho “da hora, mano” que vai aparecer por aqui.

Por isto falando em coisas “da hora, mano” e fazendo justiça ao título do post vou falar um pouco sobre alimentar o seu desejo por RPGS sem gastar um tostão furado!

A primeira dica é enfrentar com cara e coragem o gigantesco estoque do 1KM1KT, um site que é um repositório gigantesco de RPGs gratuitos. E quando eu digo gigantesco não estou fazendo uma hipérbole apenas para enriquecer este texto e você me achar mais charmoso. Não! O site realmente tem muitos RPGs Gratuitos.  Como ele é o repositório do 24 Hour RPG ( se você entrou neste post e não sabe o que estou falando seja brindado com um vídeo da Sheila Mello tomando banho) praticamente todos os concorrentes deste desafio estão no site. Obviamente isto não significa que somente RPGs curtos e com pouca profundidade estejam hospedados lá, temos por exemplo Snuff, Downloads Of Death que tem 44 páginas e me dá um medinho.

MAAAAAAAAAAAAAS se você não é fã de ficar garimpando em fóruns por RPGs que você não sabe  se são bons, então deveria acessar o recomendadissímo Free RPG Blog, um blog aonde o autor, Rob Lang, faz uma espécie de triagem dos inúmeros jogos enviados ao 1km1kt. Recomendo o post com alguns concorrentes ao desafio 24 Hour RPG com mash-ups.

Outra ótima fonte é a já tarimbada lojinha de .pdfs RPGNow. Clicando aqui você tem acesso a um número ilimitado de RPGs gratuitos para você empaturrar seu HD. Tem muito lixo ( MUITO), mas tem pérolas escondidas, como 44: A Game of Automatic Fear, jogo do mesmo autor de Dust Devils ( se você desconhece Dust Devils, receba uma foto minha de cuecas).

Se você lê apenas em português, as opções diminuem bastante, mas você ainda pode encontrar coisas bem interessantes na loja da Redbox ou se você é um hippie narrativista™  pode encontrar coisas bem interessantes no Garagem RPG e no Concurso de Criação de jogos da Secular Games

Acredito que com estes links você terá algumas horas de curtição e enquanto acha RPGs bem malucos

UPDATE: O Renato postou um link bem legal, com uma porrada de RPGs Gratuitos para você se deliciar

A RetroPunk lançou esta semana um vídeo com Terra Devastada o novo RPG de zumbis da editora gaúcha* que você pode conferir aí embaixo:

Se você curtiu o livro pode compra-lo aqui em conjunto com o .pdf por 36 reais

Este Corpo Mortal é  um RPG… diferente. Ele não sua dados e sim marcadores e tem uma proposta bem próxima de livros como Deuses Americanos e Lugar Nenhum do Neil Gaiman, isto é, é um RPG de Fantasia Moderna. A RetroPunk Game Design irá publica-lo por meio de crowdfunding e soltou um preview com 15 (!) páginas do jogo que você pode baixar aqui

 

 

 

 

Este Corpo Mortal não tem data de lançamento, nem preço, nem nada. É pura mágica!

A revista Action Comics é a mais tradicional revistas de quadrinhos de superheróis dos Estados Unidos, com mais de 900 edições, e junto com a Detective Comics é a revista mais importante da DC. A revista é historicamente ligada ao Superman, sendo em sua primeira edição a estréia do maior superherói de todos os tempos. Nada mais óbvio do que ela ser escolhida como a revista que nos mostrará como será o novo Universo DC, e o papel do Super nesta bagunça.

Esta Action Comics #1 pós-reboot mostra que será uma das pedras fundamentais da DC para recontar o gigantesco quebra -cabeça que é o novo Multiverso, para isto, assim como a Liga da Justiça, a revista conta a história no passado da cronologia atual ,mostrando as primeiras atuações do Super em Metropolis. Foi dito em algumas entrevistas que neste novo Universo DC, o Super será apresentado como o primeiro superherói a surgir, embora isto levante muitas perguntas, isto explica muito o evidente despreparo governamental em Metropólis em lidar com as questão do Superman voando por aí e , pasmem, tentando mudar o mundo.

Saindo um pouco do lugar comum a revista não se propõe a recontar a origem do herói mais conhecido do planeta e sim de contar um história muito dinâmica e repleta de ação com um Superman bem diferente do que estamos acostumados. Morrison nos mostra um Super jovem e muito atuante em sua comunidade, com um papel mais ativo na defesa da população de Metrópolis e com um senso de igualdade social que vai fazer muitos torcerem o nariz. É um Super que quebra leis e tenta fazer justiça com as próprias mãos, porém você consegue perceber que ele ainda é aquele Superman que luta por um bem maior e que tem um senso de moral bem definido.

É óbvio que é um personagem repaginado para “tempos mais modernos”, não com a hyperviolência caracteristica de “atualizações” de personagem, mas há uma clara influência de Smallville nesta Action Comics, com um personagem jovem, descobrindo seus poderes e por isto um personagem menos deidade e mais humano.

Como mostrado na Liga da Justiça #1, existe um atrito claro entre as forças policiais e os super-heróis, a revista mostra que os supers serão muito mais bem-vistos pela população do que pelos governantes. Tanto que o principal inimigo desta edição é o exército tentando prender o Superman com a ajuda do seu nemesis habitual Lex Luthor.

É mostrado um Clark Kent suburbano com dívidas para pagar que é muito parecido com o ideal Peter Parker, um jovem que tem grandes poderes e muitas responsabilidades mas que, aparentemente, não tira proveito próprio delas. Clark Kent esta até com o aluguel atrasado e tendo que trabalhar para um concorrente do Planeta Diário para poder sobreviver em Metropólis.

Action Comics #1 é uma revista que causará muita estranheza para quem já é um leitor ou que tem um conhecimento minimo do Super, mas é uma ótima revista. Divertidissíma e repleta de ação, sem chegar a ser massa véio,  nos apresenta um Superman muito diferente do que estamos acostumados, inclusive com um uniforme estranhissímo mas que por mim se tornaria o oficial.

É certamente a revista indicada para quem deseja retornar aos quadrinhos e só promete melhorar nas próximas edições.

Um 6 de 6 garantido.

Se você curte quadrinhos deve saber que a DC Comics esta fazendo um reboot de sua cronologia oficial, zerando alguns números de revistas e meio que começando de novo o universo. Tudo isto com o intuito de conquistar novos leitores. Se você não tem o hábito de ler quadrinhos de super-heróis agora é uma boa hora de começar  a ler quadrinhos novamente.

Neste momento já foram lançadas aproximadamente 10 títulos do reboot. Dois deles, Liga da Justiça e Action Comics contarão as histórias do passado dos super-heróis nesta nova cornologia. Como o primeiro lançamento foi a Liga da Justiça, iremos falar dela hoje. Após eu ler as outras revistas desta nova linha (que será formada por 52 revistas) eu vou postando as resenhas por aqui.

Como esta revista ainda não esta disponivel de forma legal em portugues do Brasil utilizei o app do iPad da DC para comprar a revista e le-la, recomendo o aplicativo. Se você lê em inglês e tem o iPad é uma boa forma de se atualizar com as revistas já que elas irão sair simultaneamente nas bancas e na forma digital. O lado ruim é que o preço da versão digital será o mesmo da versão das bancas 3,99.

O ínicio da revista já a apresenta como um passado do universo DC dizendo que “havia um tempo no qual o mundo não sabia o que era um super-herói”, no decorrer da revista será demonstrado que realmente a humanidade não esta acostumada com a presença dos supers, tratando-os com hostilidade. Os acontecimentos desta revista acontecem 5 anos antes de todas as outras. Sim, será uma festa da uva acompanhar esta nova cronologia.

No ínicio vemos o Batman sendo perseguido pelo que parece ser uma força-tarefa de Gotham, o que eles não sabem é que o morcegoso esta perseguindo um monstro. Vem uma porradaria e chega o Lanterna para salva o Batimá, obviamente os dois não se conhecem, o Lanterna chega a dizer para o Batman que esta surpreso em saber que ele existe, fica implicito aqui que eles tentarão explorar nas revistas a questão do Batman ser muito mais um mito do que uma força presente e totalmente confiável em Gotham City.

Gostei do desenvolvimento dos personagens. O Hal Jordan esta bem… Hal Jordan, enquanto o Batman esta bem caracterizado como o cruzado sombrio. Principalmente quando manda o Lanterna cair fora já que Gotham é a área dele.

O título, sendo uma porta de entrada para novos leitores, se preocupa bastante em reapresentar os personagens, porém isto não é forçado. Os dialogos parecem ser naturais (bem, naturais para uma revista de super-heróis) e a relação entre o Lanterna e o Batman é o divertidissímo ponto alto da revista. Eu me vi em vários momentos dando risada das conversas dos dois e como algo positivo digo que isto me lembrou muito o maravilhoso desenho da Liga da Justiça. Principalmente na sequencia aonde o Lanterna questiona o Batman quais são os poderes dele.

Por fim, após alcançarem o monstrengo dentro dos esgotos de Gotham eles decidem ir atrás do Super-Homem. Neste meio tempo a revista trata de mostrar um pouco da história do personagem mais desconhecido que fará parte desta versão da Liga da Justiça, Victor Stone, o Ciborgue. Interessante como em poucos quadrinhos Geoff Johns consegue mostrar que a relação deste com o seu pai é atribulada, espero que ela seja desenvolvida melhor nas próximas revistas.

Por fim ambos os heróis encontram o Super de uma forma, er… atribulada.

Liga da Justiça #1 não é uma revista genial, mas esta longe de ser uma revista ruim. Ela trouxe um ar de frescor e aventura que há algum tempo eu não via nos quadrinhos da DC. Parece que será um título mais voltado a aventura do que uma tentativa de quadrinhos sérios e eu gosto disto. Como eu disse anteriormente, a revista me lembrou, neste primeiro momento, o ínicio de um episódio do desenho animado, o que eu acho bem legal.

Os desenhos são muito legais, fora a o quadrinho onde o Batman aparece sem as pernas, não tenho nenhuma crítica a fazer. Os construtos e os poderes do Lanterna Verde estão muito brilhantes, reforçando a idéia de luz e fazendo um contraste bacana com as sombras de Gotham.

Por fim,  recomendo a leitura de LJA#1 dando um 4 de 6, e espero pela próxima edição.

 

 

Quando eu postei a imagem de como seria o boxset da futura publicação da Cubicle 7, The One Ring, várias pessoas me perguntaram sobre qual seria o sistema e se eu tinha mais alguma idéia sobre como o jogo seria desenvolvido. Não tenho até hoje (mentira).

Porém não feche esta aba do navegador! A Cubicle 7 publicou 3 vídeos que contam um pouco sobre como o jogo foi concebido, sobrepouco sobre a história do design do jogo, e as influências artisticas dele.

Neste vídeos [em inglês, bitches] você descobrirá qual o papel da Devir Espanha no desenvolvimento do jogo [dica: grande], quem é o designer italiano [dica: é o responsável por boardgames como War of The Ring e Age of Conan] e quais os livros que influenciaram a obra (dica:                    )

Vamos sacudir as poeiras provindas da minha gripe e trazer um pouco de informação para criaturas desinformadas como você.

Obviamente como você não presta atenção em nada do que esta acontecendo no MUNDO não sabia que, hoje o jogo Violentina ( O primeiro RPG financiado por Crowdfunding do Brasil [MARCA REGISTRADA] ) foi liberado no Movere.me para que você pudesse se tornar um sócio deste maravilhoso mundo de TIROS DE ESCOPETA NA CARA e violência desenfreada (já que um tiro de escopeta não é violência o bastante para mim).

Faço hotlink mesmo. Me processem!
Faço hotlink mesmo. Me processem!

Se você clicar no link acima você vai ter mais informações do que eu estou a fim de fornecer, já que estou PUTO por causa destes NERDs assalariados que acordam as 7:00 da manhã terem comprado as melhores recompensas que estavam disponiveis.

Sim, pois o jogo foi lançado hoje no site e já esta totalmente financiado. Então se você for agora e clicar neste link verá que o projeto foi totalmente financiado, o que significa que se você é um NERD pão duro poderá desembolsar 5,00 reais para conseguir um .pdf do Violentina ou 25,00 reais pela edição impressa.

Como o projeto foi financiado há a possibilidade de que novas recompensas apareçam, aproveite e SEJE mais um microsócio do MAIOR JOGO DE RPG FINANCIADO POR CROWDFUNDING DO BRASIL [marca registrada]

Ontem no blog Sala 101, o autor de Terra Devastada John Bogéa (que cá entre nós é um nome awesome para um autor de RPG) divulgou uma prévia dos personagens prontos que estarão no livro e nos deu uma notícia animadora. É provavel que Terra Devastada, a ser publicado pela RetroPunk, seja lançado em setembro ainda deste ano.

Terra Devastada é um RPG pós-apócaliptico de zumbis e os personagens prontos podem ser vistos abaixo:

Ah! As licenças! O que seria do mundo dos RPG se não fossem as licenças. Fazendo com que possamos conhecer mais do nosso mundo favorito e quiça alterar os destino, as vezes infortunado, de nossos personagens e lugares favoritos.

Mas as licenças possuem um lado pernicioso, maléfico e destruidor. O material original! Temido por amantes de todas as licenças e seguidores do sagrado CANONE, o material original é defendido com garras e poderes místicos dos advogados de copyright.

Mas como todos nós brasileiros sabemso, para tudo na vida dá-se um jeito.

A OpenDesign publicará um Bestiário para o cenário de Midgard utilizando-se o AGE System. Mas Age System? Que sistema é este que eu nunca ouvi falar? OH WAIT!!

AGE System é o nome do sistema utilizado em Dragon Age RPG, e só. Deixa ver se eu entendi, o Bestiário é para um cenário chamado Midgard porém o único jogo que utiliza este sistema é o Dragon Age. Humm, e a Green Ronin ainda diz que o Bestiário será compátivel com os Box Sets 1 e 2 de AGE? Huahahaha os caras nem escondem.

Bom é isto aí. Se você não esta nem aí para Dragon Age e só gosta do sistema, você pode comprar o Midgard Bestiary aqui.

PS: Tem sim um RPG chamado Midgard que será lançado, em sistema de crowdsourcing, para Pathfinder e AGE System, mas o bestiário saiu primeiro 😛

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