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Olá amigos,

 

Depois de alguns anos jogando RPG percebi que, por mais ironico que isto pareça, os RPGistas de mesa são meio preconceituosos com o LARP, ou como todo mundo conhece, o Live Action. Alguns acham uma idéia de maluco se vestir e interpretar o seu personagem. Talvez seja devido a característica do Live de ser mais próximo do Teatro de improviso do que dos jogos de estratégia ou de contar histórias como é o RPG de Mesa. Ou quem sabe seja um ranço dos anos 90/00 devido a super exposição dos Lives de Vampiro no Brasil.

Há algum tempo atrás, Live Action no Brasil era sinonimo de Vampiro, ( na verdade ainda é, mas vamos nos apegar a linha de raciocionio e não estragar o post do tio) porém atualmente grupos de Live Action tem se soltado cada dia mais das amarras dos sobretudos e personagens com backgrounds gigantescos e se voltado a formas mais dinamicas e até mesmo experimentais de se jogar Live Action.

Esta mudança é muito semelhante a que uma parcela dos jogadores de RPG esta fazendo se voltando para os RPG indies ( ou de vanguarda) que ofereçam experiencias diferente das tradicionais da mesa.

Eu particularmente acredito que os Live Actions experimentais são muito mais interessantes na forma de trazer as pessoas “normais” para o mundo dos jogos de narrativa do que os RPGs de Mesa. Um Live Action de vanguarda mediano consegue uma coisa que somente uma grande e inspirada aventura de RPG consegue: passar uma experiência de vida diferente para o jogador.

Talvez os maiores desafios do LARP experimental atualmente seja, primeiro, encontrar recursos necessários para que o Live seja executado (A MAIOR dificuldade é encontrar um lugar aonde os jogos possam acontecer com segurança e sem maiores problemas) e fazer com que os jogadores sejam atraídos para estes eventos, como disse ainda há um ranço sobre Lives, maior até do que sobre os RPGs Indies.

Resumindo: há muita pouca convergência entre RPGista de mesa e LARPeiros.

Eu percebi isto com a polêmica sobre o RPG na Novela Rebeldes. A maior parte das reclamações que escutei foram “Mas isto não é RPG, parece mais um Live Action”, separando as duas formas em jogos distintos e totalmente separados.

Uma grande notícia: Fora os jogadores de RPG ninguém vê assim.

Minha mãe acha até hoje que quando eu vou jogar RPG, eu vou me vestir com capa e sair assustando pessoas na rua.

O Live Action é mais impactante como meio de vender a idéia de jogo de Narrativa do que o RPG. Por isto acredito que ele tem mais chances de ser vendido para as empresas do que o RPG de Mesa.

Digressões a parte, convido vocês a conhecerem o maravilhoso mundo dos Lives Experimentais lendo o Retrospecto de Lives feitos pelo Boi Voador em 2011, me fez vontade de ser rico e virar um mecenas para bancar os Lives. No Retrospecto você pode ver o qual diferentes e interessantes são as propostas desta nova escola de fazer Lives. Muito diferente do “Principe-da-cidade-convocou-todos-os-vampiro-e-alguem-vai-assassina-lo-no-meio-do-jogo” que ainda domina.

Para conhecer mais sobre o Boi Voador e ver fotos do live, entre no Blog dos caras

 

 

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